sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Judocas do Colégio Iraci Salete realizam intercâmbio com a Associação de Judô Laranjeiras

Neste 02 de outubro, Judocas do Colégio Estadual do Campo Iraci Salete Strozak, do Assentamento Marcos Freire, Município de Rio Bonito do Iguaçu/PR, estiveram realizando um treinamento conjunto com a Associação de Judô Laranjeiras - AJL. Durante o dia, foram realizados dois treinamentos: o primeiro no período da manhã coordenado pelo Sensei Juliano dos Santos e o segundo realizado no período da tarde, ministrado pelo Sensei Gilson Jardel Nogueira.

O Colégio Iraci Salete é pioneiro na oferta de Judô em áreas de reforma agrária. Desde 2011 a modalidade vem se consolidando na escola, fazendo parte do projeto de formação plena do ser humano.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Rei da Luta de Solo: Flávio Canto

Flavio Canto anuncia aposentadoria dos tatames

 Um dos maiores nomes do judô brasileiro, o meio-médio Flávio Canto anunciou neste domingo (05/02/2012) sua aposentadoria dos tatames. Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, o judoca carioca ocupava a 22a colocação no ranking mundial da categoria até 81kg. Flávio será o novo apresentador do programa Corujão do Esporte, da TV Globo, que vai ao ar na madrugada de sexta para sábado semanalmente, além de seguir como presidente da ONG Reação. Em seu projeto social iniciado em 2003, Flávio atende a mais de mil crianças de quatro comunidades carentes do Rio de Janeiro e formou atletas como a vice-campeã mundial sênior e campeã mundial júnior, Rafaela Silva.
Aos 36 anos, Flávio Canto é dono também de três medalhas em Jogos Pan-Americanos: bronze em Mar del Plata 95, prata em Winnippeg 99 e ouro em Santo Domingo 2003. O brasileiro é considerado o melhor atleta do mundo de todos os tempos em newaza (técnica de judô no chão).

domingo, 22 de janeiro de 2012

ORGANIZAÇÃO DO JUDÔ NO ESTADO DO PARANÁ: UMA LEITURA A PARTIR DA FPRJ


Karl Natã Alighieri Guedes, Fernando Augusto Starepravo

Resumo

O Judô é originário do Ju-jutsu (jiu-jitsu) arte trazida por um monge chinês para o Japão e começou a ser praticada por samurais. Jigoro Kano começou a praticar Ju-jutsu em pouco tempo de prática foi se frustrando, por tal arte beneficiar pessoas dotadas de muita força física, onde pessoas pequenas e fracas se machucavam facilmente. Após algum tempo não contente com o Ju-jutsu, resolveu aperfeiçoa-la, transformando em algo que todas as pessoas podiam praticar, beneficiando-as. Tirou as técnicas mais perigosas que visavam matar o adversário ou machucar gravemente, adicionou técnicas de amortecimento (Ukemis), estudou outras formas de projeções, inventou uma vestimenta própria para prática, acrescentou elementos da física (gravidade, sistema de alavancas, equilíbrio, deslocamento) e a didática de ensino, em pouco tempo denominada Judô (caminho suave). (WILSON, s/d). Os primeiros indícios da chegada do judô ao Brasil, nos reportam ao ano de 1915, com a chegada de Mitsuyo Maeda (Conde Koma) e outros professores do Instituto Kodokan na cidade de Porto Alegre. Maeda fez diversas apresentações de judô e jiu-jitsu pelo nosso país, nessas apresentações mostrava técnicas de entorse, defesas contra arma, e o desafio contra pessoas do público, como atração de sua apresentação, Maeda residiria anos mais tarde no Brasil, (OLIVEIRA, 2007). Outro que contribuiu para o judô no Brasil foi Tatsuo Okochi, sendo o primeiro diretor técnico da Federação Paulista de Judô. Sua contribuição foi indispensável pelo vínculo com a Kodokan, trazendo vários professores do Japão, que ajudaram muito a melhorar o nível do judô brasileiro. Ryuzo Ogawa, outro que fez história, fundador da primeira academia de projeção do país (Budokan), onde teve diversas filiais por todo Brasil. Ogawa ficou muito conhecido por ser um professor extremamente rigoroso, fazia seus alunos cumprirem a risca os ensinamentos do Judô (WILSON, s/d). As informações até então levantadas, nos levam a observar uma lacuna no que diz respeito a origem e história do judô no estado do Paraná. Nesse sentido, o presente projeto buscará estudar a organização do judô no estado do Paraná a partir da Federação Paranaense do Judô (FPRJ). Nossas fontes de pesquisa serão livros, documentos da FPRJ e entrevistas a mestres, professores, e gestores da FPRJ. Como fontes secundárias serão consultados jornais, revistas, informativos e sites da internet. O recorte temporal será entre os anos de 1990 e 2005. O conjunto de dados levantados, em diálogo com a literatura pertinente, poderá constituir uma relevante contribuição à história do judô no estado do Paraná.

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GUEDES, Karl Natã A. & STAREPRAVO, Fernando A. Organização do Judô no Estado do Paraná: Uma Leitura a partir da FPRJ. In. Anais da VI Semana de Educação Física: Mega Eventos: e a Educação Física com isso? Faculdade Guairacá: Guarapuava – Pr, 08 à 12 de Junho de 2010. Disponível em: http://www.faculdadeguairaca.edu.br/seer/index.php/edfisica/article/viewFile/1/1, acessado em 22 de janeiro de 2012.

A Origem do Judô no Brasil e no Paraná


Por Rudison Luiz Ladislau 
 
A exata chegada do Judô ao Brasil ainda é não é consenso entre os diversos autores, mas todos apontam para o início do século XX, quando ocorreu o auge da imigração japonesa ao país, sendo a principal porta de entrada ao país o porto de Santos no Estado de São Paulo, fator que contribuiu em muito para o desenvolvimento do Judô nessa região. A partir de São Paulo, esses imigrantes, muitos dos quais judocas se espalharam pelo país e um outro destino que se destacou foi a região do Norte Pioneiro do Paraná, local onde se dedicavam ao cultivo do café.
Shafranski 1992, observa que Independente da chegada do Judô ao país, tal esporte demora para se organizar, pois é somente em 1954  que vai ser realizado o primeiro Campeonato Brasileiro de Judô e, apesar da existência  das regras de competição de Judô Kodokan, oficialmente reconhecida pela Federação Japonesa de Judô, foram criadas as próprias regras brasileiras no Congresso Técnico em que se fazia referência a “rounds”,  demonstrando a forte influência do boxe.